Renovação, novidade, esperança.
A ascenção do novo, tudo de bom.
Mas a mente continua amarrada a velhos e, pelo visto, grossos e resistentes grilhões.
A exemplificar a religião, formalmente não mais una com o Estado, mas um fator não apenas cultural, de identidade do povo, e sim um fator de imposição moral, com ideais pretensos a controlar a vida das sociedades humanas, acontecendo em escala global. Vide nos EUA, nos quais, em alguns estados, ateus não podem testemunhar em tribunais, ou igrejas e outros agrupamentos religiosos tentam reconciliar o laço Estado-Igreja (porém, não necessariamente A Igreja, mas qualquer igreja).
As velhas intolerâncias resistem ao passar dos anos. Uma das mais cruéis entre essas é a contra os povos árabes. Detentores de uma cultura que exalta o conhecimento e o discernimento, salvadores do conhecimento ocidental, seres humanos de grande saber, são castigados pelo preconceito da generalização, devido aos atos de uns poucos que se identificam com a mesma fé deles. E não só contra os árabes se encontra tais discriminações. Latinos, negros, pobres, iletrados, ateus etc.
A desconfiança permeia muitos povos. Pela história, podemos filtrar idéias e exemplos para não tornar a cometer atos contra o desenvolvimento humano. Mas essa é utilizada justamente para o fim inverso, a fim de formentar conflitos, que podem culminar em guerras, ou a simples ignorância do passado.
Com tanta renovação, desejo a todos um feliz ano novo.