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Pela nossa vivência, somos levados a acreditar existir uma verdade. Não conseguimos definir direito ela, mas podemos arriscar algo cujo sentido daria explicação definitiva para tudo, violando nosso senso de causa e consequência e ainda assim sendo racional. Ainda não chegamos perto de uma explicação satisfatória nesses moldes.
Existem tentativas de criar artifícios para dar sentido á existência, apesar de serem criações cheias de falhas e de natureza arbitrária. As mais primitivas são as divindades. Seres criados por povos antigos, com medo de fenômenos para eles inexplicáveis. De certo modo, uma bela interpretação levando em conta a falta de tecnologia experimentada por esses grupos. Interessante é a insistência desse tipo de "racionalização" de permear nossa sociedade tão técnica.
Há também filosofias, modos de vida com objetivos criados, porém levam em conta sentimentos, meditação, auto-conhecimento. Fogem da antiga doutrina de deuses comandando a intrincada rede de fatos do mundo. Dão um sentido mais significante e participativa para o ser humano. Não somos meras peças de um jogo de divindades. Grande sabedoria há nessa criação.
Por mais sensato que soem tais filosofias, ou primitivos que sejam os cultos a antigas deidades, ainda assim é válido: em tudo, encontramos nada. E do nada, inventamos tudo.
Notei uma coisa. Quando estou com meus amigos, meus sentidos se aguçam, percebo coisas que antes eu tomaria conta somente com concentração, com método. Os pensamentos fluem com facilidade.
Não entendo isso. Gostaria que me ajudassem a tentar entender tal fato.