Nomes não são relevantes nos seguintes diálogos relatados entre pai e filho.
1.
- Minhas notas foram altas em matemática, geografia e história.
- Certo.
- Estou interessado em política e relações entre os povos. Estudar a relação de poder me atrai.
- No momento a tv me atrai, então poderia sair da frente, por favor?
2.
- Um dos meus colegas é chamado de bicha pelos outros.
- Hahahahaha. Ele anda com a mão mole?
- Não. Ele é uma pessoa legal, e é mais esperto do que os outros.
- Como assim? Você fala com ele?
- Sim, é a o único com quem consigo conversar sobre assuntos que me atraem.
- Não ande com ele, ou te chamarão de namorado do veado. Escute o seu pai.
3.
- Alguns professores não vão para a escola a um tempo.
- Então você pode ir embora mais cedo.
- Fico com a matéria atrasada, e no outro ano é necessário repor.
- Eles ficam doentes com os alunos. Precisa ser louco para se tornar um professor.
- Meu professor de matemática reclama do salário dele.
- Escolheu sofrer, que sofra.
4.
- Acho que votarei esse ano.
- Vote só quando for obrigado.
- Por quê?
- No fim das contas, você só elege ladrões.
- Eu não desejo eleger ladrões. Acredito que votarei em pessoas honestas.
- Não adianta. Eles são eleitos, meu filho, pois seu voto vale um, contra uma multidão de votos.
5.
- Alguns meninos me xingaram e ameaçaram hoje na escola.
- Faça algo, mas não amarele.
- Não quero brigar. O professor tem medo de intervir.
- Se precisar, me chame.
- Tenho medo.
- Mas não tenho como te manter sempre em casa.
6.
- Um professor novo hoje deu a melhor aula que já tive.
- Certo.
- Os outros professores cochicham sobre ele ter ótima formação.
- Um metido.
- Dizem que ele é burro, formou-se em quatro anos, enquanto a maioria ali se formou em dois.
- Hahahahaha. Um metido a besta.
- Mas nunca tive uma aula como a dele. Ele passou o conteúdo que os professores levariam um mês em uma semana, e todos se interessaram e entenderam.
- Vou comer.
O título do texto é o título do post. Continuarei esses diálogos em breve.